ITINERÁRIO – CENTRO HISTÓRICO DE GUIMARÃES
Saída do Centro de Camionagem de Guimarães
RUA de SANTO ANTONIO-
RUA dos PALHEIROS
IGREJA DA MISERICÓRDIA e CONVENTO de SANTO ANTÓNIO DOS
CAPUCHOS - Antigo Hospital de Guimarães – Actualmente Serviços Continuados.
IGREJA DE S.MIGUEL- séc. XIV, chamava-se
de SANTA MARGARIDA, de dimensões reduzidas com nave e capela-mor. Tem duas
arcas tumulares na parede. Sofreu obras de restauro. Falta-lhe o Hospital
anexo, degradado no séc. XV. Foi sagrada em 1239. A tradição diz ter sido
baptizado D. Afonso Henrique, nosso 1º. Rei de Portugal.
ESTÁTUA DE D. AFONSO HENRIQUES –
(séc. XIX) Obra do escultor Soares dos Reis.
IGREJA DO CARMO com CONVENTO DO CARMO anexo, hoje Lar de
Santa Estefânia – com portada barroca. Passo da VIA SACRA ( séc. XVII ).
LARGO MARTINS SARMENTO onde funciona a UNAGUI, na casa onde
viveu o arqueólogo Martins Sarmento.
RUA DE SANTA MARIA, assim chamada
desde o séc. XIII, sendo uma das ruas mais antigas de Guimarães onde se podem
ver elementos característicos das antigas casas da cidade com todas as
características medievais; estreitas, com passeios exíguos ladeadas de casas
rés - do -chão e dois pisos, mais estreitas que fundas e duas casas brasonadas
do sec. XVIII. Esta rua ligava o convento fundado por Mumadona Dias ao Castelo
de Guimarães. Hoje chama-se Travessa D. Aninhas Madrinha dos estudantes e
existe ainda a Pastelaria das Trinas uma das mais antigas de Guimarães.)
LARGO DA OLIVEIRA- Era o centro
da vila. Praça maior da vila, onde séc. XII, se reunia a genta,se tratava de
negócios públicos do concelho, se comerciava e se realizavam manifestações
religiosas. Situava-se aí a Camara, iniciada no séc. XV com janelas e sacadas,
rematadas por frontões triangulares, com as armas do reino e esferas armilares,
encimada por um guerreiro, com lança e escudo, tendo desenhada na armadura um
segundo rosto com duas caras. Na base arcaria gótica. No muro uma inscrição
alusiva à Imaculada Conceição, traduzindo a devoção de D. João IV (séc. XVII).
O PADRÃO do SALADO ou PADRÃO da VITÓRIA, uma construção gótica do (séc. XIV) e
comemora a Batalha do Salado em 1340. Também chamado Padrão de SANTA MARIA com
um cruzeiro policromado, vindo da Normandia (1342). Tem numa face Cristo
Crucificado e na outra a Virgem entronizada e em torno da coluna imagens de
Santos, uma delas a imagem de S. Tiago. Foi oferta do Vimaranense mercador Pero
Esteves. Em 1469, considerada, pelos Cónegos da colegiada o principal Centro de
devoção a Santa Maria da Oliveira. Foi centro importante do culto mariano, local, nacional e europeu e
passagem de muitos peregrinos a caminho de Santiago de Compostela dizendo: “Quem
for a Santiago e não visitar a Senhora da Oliveira não faz romaria verdadeira.”
RUA ALFREDO GUIMARÃES – No séc.
XV era chamada de santa Maria até ao Postigo. Vê-se a uma ala do claustro da
colegiada através de um portão de ferro, actualmente integrado no Museu Alberto
Sampaio. À direita a Rua do Trespão, que comunicava com a rua nova do
Muro. Frente um cruzeiro com uma Pietá ,
da segunda metade do séc. XV. De costas está o ofertante e a vieira que
representa Afonso Vieira. A LENDA DE AFONSO VIEIRA – Era um Senhor nobre, muito
mau. A população escondia-se quando ele passava, não se descobria pelas
injustiças que ele cometia. Então havia dito que, depois de falecer, todos
deviam de se descobrir, reverenciando o seu rabo. Mandou esculpir a Pietá, com
ele ajoelhado com o rabo voltado para o caminho. E o povo passou a cumprir descobrindo-se para a Pietá e também para o
rabo do Afonso Vieira.
LARGO DA REPUBLICA do BRASIL – A
Igreja de SANTOS PASSOS ou de S. GUALTER, patrono da cidade. Podemos ainda ver
a Torre da Alfândega, que para além dos muros a existência de muitas casas tem
a inscrição “ AQUI NASCEU PORTUGAL.”
A visita termina no seguinte local:
Na cidade de Guimarães,
encontra-se a majestosa Pousada de Santa Marinha (Prémio Nacional de
Arquitectura em 1985), restaurada do bonito Mosteiro dos Agostinhos do século
XII. Fica perto do centro histórico da cidade (classificado como Património da
Humanidade, pela UNESCO). O Parque da Penha, o Jardim do Mosteiro, os jardins e
cantinhos interiores com fontes de granito, os ricos mosaicos de azulejos, os
claustros e os múltiplos balcões e varandas com vistas para a cidade, assim
como magníficos sabores de vinhos.
MAPA DE GUIMARÃES
ou
DOS NAMORADOS
Em barro vermelho, polvilhada de mica branca
com motivos arcaicos saídos das olarias de Guimarães.
Significado Emblemático
A Cantarinha maior significa a
abundância perene que se deseja ao futuro casal, semeada de ilusões e
esperanças rutilantes.
A Cantarinha menor, aquela que
há-de encher a maior, despida de enfeites, significa a vida real, as incertezas
do amanhã, o pão nosso de cada dia, as mil e uma coisas que fazem a felicidade
do lar, encimada pelo emblema da família, pelo amor de mãe que tudo sacrifica
ao bem estar da sua prole, enquanto o homem, ausente, labuta no amanho da terra
que lhes dará o sustento.
Seu Uso
Quando um rapaz escolhia aquela
que deveria ser a sua companheira fiel por toda a vida, e se dispunha a fazer o
pedido oficial aos pais da «futura», primeiro oferecia à namorada uma
Cantarinha das «Prendas».
Se esta era aceite, estava feito
o pedido particular e desde essa altura ficavam «comprometidos», dependendo
apenas do consentimento dos pais o se anunciar o «noivado». Uma vez dado o
consentimento dos pais e tendo estes chegado a um acordo quanto ao «dote», a
Cantarinha servia então para guardar as «prendas» que o noivo e os pais da
noiva ofereciam.
As «prendas» eram de ouro, como
cordões, tranceletes, corações, cruzes, borboletas, estrelas, arrecadas,
relicários, etc., tudo de harmonia com os contratos e haveres dos contratantes.
Este uso há muito, já, que foi
posto de parte. Hoje só resta a tradição.
LENÇO DOS NAMORADOS
Desde sempre, os portugueses partiram: ou para
ganhar o sustento noutro lugar, ou para a guerra, ou para embarcarem em navios
na aventura da Expansão. Em casa ficavam as mulheres e as crianças. Mulheres
sós, tristes, que trabalhavam a terra, fiavam o linho, amassavam o pão e iam
vivendo de esperança. Ora, na hora da despedida, em certas regiões do norte de
Portugal, era “obrigatório” a rapariga apaixonada oferecer um lenço ao
namorado. Lenço bordado por ela, com uma quadra da sua autoria. Se bordava com
erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta -
são os sentimentos.
Bordado de Guimarães
Os bordados são entre as artes,
das mais nobres e dignas de apreço, o seu nome anda ligado à história das
civilizações, sendo do maior interesse conhecer a sua origem e a história
através dos tempos. Se os bordados eruditos criados pelos artistas e realizados
por especialistas deslumbram pela beleza das suas combinações, complexidade das
suas técnicas e perfeição, com que são executados, "os bordados populares
encantam pela sua ingenuidade e graça espontânea."
O bordado de Guimarães, é a
transposição dos bordados antigos de camisas e coletes para toalhas, lençóis e
jogos de cama. É feito sobre linho grosso. Os motivos são sempre elementos da
natureza: flores e grinaldas estilizadas. As cores deste bordado são: o
vermelho, azul, branco, cinza e cru, as cores da natureza.
Realização: Maria da Conceição da
Silva Alves Pinto.